Sexta-feira, 28 de julho de 2017

Eduardo Lopes

Queijo Matriarca
17/05/2017 às 16:16:37

Com apenas seis meses de criação, o Queijo Matriarca já virou o queridinho dos chefs e dos adoradores de uma boa gastronomia. Sua característica vem de um queijo 100% artesanal, onde no seu processo de fabricação o leite é pasteurizado, utilizando-se do pingo (soro guardado do dia anterior) para sua fermentação e colocado para curar por 30 dias na câmara de maturação. Possui um sabor forte, próprio, que lembra um pouco o parmesão e seu interior é bem cremoso (e com o passar do tempo sua cremosidade aumenta), geralmente sendo consumido puro ou até mesmo em risotos, massas, saladas, dentre outros. Um detalhe muito importante é que não tem adição de conservantes.

 

 

Tudo começou quando Sr. Miguel Brito foi fazer um curso de queijo em Minas Gerais e acabou conhecendo o Antônio Freesz, que ministrava o curso de Ciência do Leite Rica Nata. Nasceu ali uma amizade que futuramente se tornaria uma sociedade. Sr. Miguel foi convidado por Antônio, mais conhecido como Tonhão, para fazer uma visita e conhecer a sua estrutura. Tempos depois, Tonhão também foi convidado para visitar o seu amigo e a partir de então, os projetos já começaram a fazer progresso e quando percebeu, o mineiro já estava de mala e cuia, com esposa e filho em Ará. Surgiu aí o Matriarca, cujo nome foi escolhido em homenagem à mãe do Sr. Miguel, Dona Helena.

 

Localizado em Itaporanga D´Ajuda, a fazenda Nova Esperança era um pequeno laticínio com uma estrutura modesta feita inicialmente para consumo próprio, por um amante de queijos. Hoje o Laticínio Alvorada conta com maquinário moderno, onde por exemplo a retirada do leite é toda automatizada, evitando o contato manual com o ubre da vaca, não havendo assim contaminação. Outro grande diferencial em sua estrutura é a sua Câmara de maturação, cujo controle de temperatura auxilia numa maior qualidade no resultado final do produto. Não perde para nenhum laticínio no Brasil em qualidade de produção.

 

Com uma produção mensal de 1.000kg do Matriarca, eles não param por aí. Fabricam também queijo de coalho, chanddar, minas frescal e do reino, doce de leite e manteiga. Fico muito feliz em ver esse intercâmbio gastronômico cultural que está acontecendo em nossa terra, onde queijo para nós se restringe ao de coalho ou muçarela. E sendo produzido aqui, com um padrão de qualidade, longe da realidade das fabriquetas é melhor ainda. Acho que ainda vamos ter muito orgulho desse novo produto 50% mineiro, 50% sergipano.

 

 

 

Eduardo Lopes

É formado em Gastronomia, chef de cozinha do Quadro Gastronomia em Dia da TV Atalaia/Rede Record, empresário e chef de cozinha da Due Nutri/Alimento Inteligente, empresário da Senhora Pizza Home Rodizio, além de bacharel em Publicidade e Propaganda.